Life, Lately (September 2018)

30.9.18 Veronica 2 Comments


Se eu esperasse mais três meses, isso aqui podia ser uma retrospectiva de 2018, haha! Mas, só pra fica registrado, resolvi escrever esse post resumindo beeem os últimos meses. So here's what happened:

Os donos da casa que estávamos morando - eu, Alex (meu namorado), Kiaya e Dylan (um casal amigo nosso) - em Paddington resolveram que queriam se mudar de volta pra lá e não renovaram o contrato. Então, depois de uma busca infernal por uma casa pra quatro pessoas, três gatos e um cachorro, encontramos uma casa em Mitchelton. Nos mudamos em fevereiro. A casa era enorme, tinha espaço de sobra e ficava num bairro super tranquilo, mas que tinha tudo que precisávamos. E ainda era pertinho do meu trabalho!

Infelizmente, o contrato inicial da casa era só de 6 meses e, no final, a Kiaya resolveu não renovar porque queria voltar a morar com o pai dela, pra economizar. O Dylan resolveu fazer o mesmo. E eu e o Alex não poderíamos pagar o aluguel da casa sozinhos. Na real eu nem achei tão ruim, porque já tava rolando uns stress que eu não tava afim, sabe? Hahaha... Mas depois eu conto melhor sobre porque morar numa share house nem sempre é como um episódio de FriendsEnfim, eu e o Alex procuramos um lugarzinho só pra nós dois, mas, por n motivos, não rolou.

Pra piorar a situação, o meu emprego num estúdio de fotografia aqui em Brisbane foi ficando cada vez mais escasso... Fora que o salário era uma droga, hahah! Mas por ser um trabalho muito sazonal (tem certas épocas cheias de eventos e formaturas, outras nem tanto), o dinheiro foi apertando. E foi uma fase bem difícil aqui pra nós, vivendo paycheck to paycheck, sem poder gastar um tostãozinho que não fosse com aluguel, contas ou comida.

A única coisa boa dessa fase foi o Aladdin. O Aladdin é um dos três gatos da Kiaya, nossa (agora ex-) housemate. Ela adotou ele em março do ano passado, quando eu e o Alex começamos a namorar. Desde então, ele é o nosso xodó. Sempre adoramos brincar com ele, dividir nossa comida e mimá-lo de todas as formas possíveis. E digamos que ele percebeu e que não tava tão interessado em dividir a atenção com outros dois gatos, hahaha... Então ele "escolheu" a gente. Quando decidimos que não íamos mais morar juntos, a Kiaya me perguntou se eu gostaria de ficar com o Aladdin, já que criamos laços com ele e que ela tinha entendido que o gato gostava mais da gente do que dela, haha! Daí (óbvio) aceitamos ficar com a coisa mais fofa do mundo, haha! O Aladdin - ou como eu gosto de chamar: Laddie, é o nosso furbaby e me transformou numa cat person

Bem, mas ainda tínhamos que achar um lugar pra morar. Os pais do Alex ofereceram pra gente ficar na casa deles e nós quase fomos. Mas de última hora, a Hannah (minha melhor amiga aqui na Austrália, de quando vim pela primeira vez em 2010) disse que o contrato dela tava acabando também e perguntou se não queríamos dividir uma casa com ela, pra economizar no aluguel. Morar com meu namorado, meu gato e minha melhor amiga? Done deal. Aplicamos pra algumas casas e rapidinho fomos aceitos. Nos mudamos no meio de agosto. Agora moramos eu, Alex, Hannah, Dawson (o filho dela de 3 anos), Aladdin e Saber (o greyhound da Hannah). Tem funcionado até melhor que a nossa última casa, o único problema é que fica num bairro super afastado e é completamente residencial, não tem nada perto que eu possa ir andando. Mas paciência, we can get around it.

Depois que nos mudamos, ficou praticamente impossível ir trabalhar no estúdio, de tão longe. Então comecei uma incessante busca por emprego, aplicando pra mil vagas em qualquer área todo santo dia. Foi me dando uma tristeza, um sentimento de helplessness, porque não aparecia nada. Eu ficava pensando "por que diabos eu tenho um bacharel em Relações Internacionais e uma pós-graduação em Marketing e não consigo arrumar um fucking emprego?!". Certamente eu tenho capacidade pra trabalhar como vendedora ou garçonete, mas só faltava a experiência no meu currículo. "Desculpa que eu tava ocupada investindo na minha educação, mas dá pra me deixar trabalhar agora?", haha... Mas, já dizia Renato Russo: "se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança!", não é mesmo? Então depois de muito persistir, consegui não um, mas DOIS empregos de uma vez, haha!

Então é. Esse ano tem sido basicamente uma montanha russa de emoções! E assim, eu sei que pode não ser a melhor hora pra voltar com o blog... Mas eu tô animadíssima pro Halloween e Natal! Essa é minha época favorita do ano e foi um dos motivos pelos quais eu quis voltar a blogar, inclusive. Tenho vários planos e quero compartilhar tudo o que eu puder por aqui :)

Catch ya later!





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No More Excuses

29.9.18 Veronica 2 Comments


É fácil inventar uma desculpa: "eu tô sem tempo", "tô ocupada com isso aqui", "não tô me sentindo muito inspirada", "minha vida tá um caos", "meu gato roubou meu mouse". Claro que, em muitas ocasiões, isso foi a mais pura verdade, hahah... Mas o post de hoje é pra falar sobre o verdadeiro motivo pelo qual eu não blogo tão frequentemente quanto gostaria.

Já vai soar clichê de cara, mas... eu sou bem perfeccionista. Isso não é uma entrevista de emprego em que eu tenho que falar dos meus defeitos (e eu nem recomendaria você falar isso em uma, ever), então só tô mandando a real pra você mesmo. Eu me esforço pra fazer o meu melhor em praticamente tudo o que eu faço - e eu posso dizer isso hoje porque não tenho mais trabalhos de faculdade pra entregar de última hora, haha! Eu detesto trabalhos meia-boca e eu não gosto que as pessoas achem que eu fiz um. Eu também odeio tentar fazer alguma coisa pela primeira vez e perceber que eu não sou boa naquilo. Parece óbvio - algumas coisas precisam de prática, claro, mas às vezes eu simplesmente... não consigo. Ou não tenho paciência pra errar mil vezes. E eu sou assim em relação à várias coisas. Pra piorar, eu penso demais. Sabe o tal do overthinking? Então. Costuma acompanhar pessoas ansiosas. Eu todinha. Eu penso demais em tudo que eu vou falar ou fazer, antes e depois de falar ou fazer. It's the worst,I'll tell ya

ANYWAYS. Tudo isso pra dizer que eu costumo ser assim em relação ao blog também. Eu sempre quero o post perfeito, incluindo todas as informações possíveis, escrevendo o melhor texto que eu puder, com a melhor foto pra ilustrar, editada com perfeição e SÓ AÍ postar. Mas o que acontece, na maioria das vezes, é que eu desisto no meio do caminho porque não vai ficar do jeito que eu quero ou porque vai demorar quatrocentos anos pra terminar. Eu tenho um milhão de ideias pra posts que nunca são colocadas em prática porque "eu preciso me informar sobre isso" ou "eu não tenho uma foto boa daquilo". E acredite, eu dificilmente acho que alguém ia perceber que tá faltando a tal informação ou que minha foto foi tirada com celular e tá sem filtro. O problema é que eu tenho as coisas de um jeito (perfeito) na minha cabeça e eu quero que esse blog transmita exatamente o conteúdo que eu vislumbrei, o conteúdo que eu adoraria produzir se eu tivesse condições. Mas adivinha? Eu não tenho. Meu blog não é meu trabalho e eu não posso me dedicar a ele 24/7. Eu sou uma pessoa normal. Eu tenho dois empregos, eu tenho que limpar a casa, eu tenho um namorado, um gato, meus hobbies e meus filmes e séries pra maratonar na Netflix, hahah!

O negócio é que eu sinto falta de blogar. Eu sinto falta de escrever, de tirar fotos (nem tanto de editar, pra ser sincera...), sinto falta de interagir com outras blogueiras (eu conheci tanta gente bacana nos últimos anos!), eu sinto falta de ter meus projetinhos, de compartilhar um pouco de tudo com meus amigos e família que moram longe e, mais que isso, sinto falta de ter algo para relembrar. Ler uma postagem no blog sempre tem um significado mais especial pra mim do que qualquer random shit que eu publiquei no Facebook há 8 anos. E agora essa "coisa" que está dentro da minha cabeça, essa... obsessão em fazer tudo certo tá arruinando tudo. Então eu decidi, porque afinal de contas esse é um blog pessoal, que eu vou postar o que eu POSSO. E isso não significa que vai ser um crappy post que eu escrevi em cinco minutos. Eu não quero postar qualquer coisa só pra falar que tô mantendo o blog atualizado todos os dias da semana com porcaria. Eu ainda prezo pela qualidade (não ficou óbvio? haha). O que eu quero dizer é que vai ser mais raw. Que eu não quero perder tempo lendo texto dez vezes e decidindo se coloco uma vírgula lá ou não, que eu pretendo gastar menos horas editando fotos ou simplesmente não tendo que me preocupar em incluir links em cada parágrafo, como se eu tivesse fazendo referências bibliográficas no TCC. E se eu não tiver uma foto incrível pra ilustrar o post... well, shit. Vai ter que ser free stock então.

Eu sei que ainda tenho muito que me adaptar ao que estou propondo, mas espero chegar lá. Também tenho inúmeras questões pairando na minha cabeça: Blog ou Youtube? Escrever/ gravar em português ou inglês? Crio outro blog pra mim e pro Alex pra postar outro tipo de conteúdo? E aí as coisas não andam. Mas falando sério: eu quero voltar a escrever, postar e compartilhar mais. Eu tô construindo uma vida aqui do outro lado do mundo, experimentando tantas coisas novas... E sim, às vezes não tenho tempo ou motivação mesmo. Mas isso aqui sempre foi terapia para mim. Vai ser ótimo voltar com o blog, seja pra falar da minha vida adulta, o que cozinho pro jantar, o que tenho feito ou como estou viciada na Lush (tá virando um problema real, haha). Então, é isso. Espero que você continue por aqui, mesmo que não seja o melhor blog de todos. Mas ainda é de coração






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