Time to Get Moving

11.2.16 Sincerely Ronnie 0 Comments


Quando eu tava escrevendo o post com a minha playlist pra malhar, comecei a escrever um pouco sobre a minha relação com o meu corpo e o porquê d'eu finalmente ter decidido me matricular na academia. Mas o negócio tomou uma proporção tão grande, que virou praticamente um desabafo, então achei que caberia num post separado - e aqui estamos! Achei que eu precisava escrever isso aqui (mesmo que ninguém vá ler tudo) só pra colocar pra fora todos esses pensamentos antes de começar a correr atrás e tentar mudar algumas coisas. Faz bem.

Na primeira segunda-feira do ano, o que foi que eu fiz? Isso mesmo, finalmente me matriculei na academia! Depois de tanta enrolação, resolvi começar 2016 com o pé direito, dando o primeiro passo pra perder aqueles (muitos) quilinhos...

A verdade é que eu nunca havia sequer pisado numa academia antes. Pra não falar que nunca andei numa esteira, eu já andei sim, algumas poucas vezes - mas só porque eu tinha uma em casa. É, eu sei. O cúmulo da preguiça ter esteira em casa e mesmo assim não fazer nada, né? Mas pra esse tipo de coisa a preguiça toma conta de mim, fazer o quê? De qualquer forma, não tenho mais a tal esteira.

Também não sei andar de bicicleta, não gosto de praticar esportes e nem levo jeito pra isso. Acontece, não é pra todo mundo. Eu dei o azar de combinar isso com um biotipo mais gordinho, de pernas grossas, muito peito e rosto bochechudo. Isso junta com meus ovários policísticos e com uma síndrome metabólica que descobri recentemente - fora que meus hábitos alimentares não são dos melhores e, pronto: vários quilinhos a mais no meu corpitcho.

Não que isso seja desculpa, de jeito nenhum. Mas faz parte! Eu nunca fui muito magra, e isso também nunca me incomodou tanto assim. Claro, quando criança, as pessoas implicavam comigo por ser gordinha e eu tive lá minhas crises na frente do espelho na adolescência, mas nada que me gerasse transtornos alimentares ou me fizesse completamente infeliz. Como ser infeliz comendo doce? Hahaha! A questão é que nunca me privei das coisas que eu gostava de comer e até hoje faço isso. Mesmo na época em que estive mais magra que, surpreendentemente, foi durante meu intercâmbio, não parei de comer besteira... Mas comecei a fazer bastante exercício.

Aqui eu sempre arrumava desculpa na aula de educação física, que no Ensino Médio era uma vez por mês. Lá na Austrália a coisa era bem diferente... Eu tinha três aulas de educação física por semana (duas aulas práticas e uma aula teórica). E foi assim que eu perdi 12kg nos meus três primeiros meses lá. Muita coisa, né? E nada de dieta, pelo contrário: queria experimentar tudo que é doce diferente, fazia brigadeiro pra todo mundo e nos dias que batia homesickness eu atacava o pote de sorvete sem dó.

Mesmo assim, a atividade física compensava. Cheguei a pesar 47kg (eu sou bem baixinha, então esse é um peso aceitável, viu? hahah) e foi a melhor época pra mim, em termos de autoestima. Eu me sentia linda e muito bem comigo mesma - podia usar as roupas que eu queria sem sentir necessidade de cobrir alguma coisa, usava biquíni tranquilamente e era confiante, segura com meu corpo.

Depois de um ano fora, em 2011 eu já tava de volta à minha velha rotina (que não incluía exercícios) e ainda era ano de vestibular, então eu comia mais por conta da ansiedade. Ganhei meu peso todo de novo. No final do ano seguinte, já na faculdade, arrumei um namorado e engordei mais ainda com as nossas gordices frequentes. Não vou dizer que engordei sem perceber porque, apesar de ter acontecido muito rápido, eu sentia aquilo no meu corpo. A sensação de não caber mais nas minhas roupas preferidas era horrível. Mas não sei, talvez por eu estar distraída com outras coisas (faculdade, namorado, empresa júnior, etc.) e por ter sido gordinha a vida inteira, eu acabei não ligando muito pra isso e não fiz nada a respeito.

De uns tempos pra cá, começou a ficar demais, começou a incomodar. Não só mexe com a minha autoestima, mas começa a me preocupar o fato d'eu estar uns 10kg acima do peso máximo ideal, sabe? E sei lá, não quero virar a fitness, a bombada. Tampouco quero fazer isso pra me encaixar nos ditos "padrões de beleza", nem pra agradar ninguém. Eu decidi fazer algo por mim. Por mim e pela Verônica do futuro, que não vai ter um metabolismo tão bom quanto o de agora, haha!

Não é só uma questão de vaidade, mas de saúde também. Acho que se é algo que te incomoda e que você quer mudar, ótimo. Não por pressão dos outros, nem pra agradar ninguém além de você mesma. Acho muito válido resolver mudar se for uma opção sua. Agora, quando começa a interferir na saúde, aí não vale a pena ligar o foda-se. Tem que mudar!

"Ah, muito legal todo esse papo, mas... o que diabos você vai fazer?" Vou começar dizendo que eu não tô planejando nenhuma dieta louca ou correr uma maratona (eu já disse que odeio correr?!). Como eu disse, eu nunca deixei de comer as coisas que eu gosto, então não pretendo fazer isso agora. Mas seria ótimo começar uma reeducação alimentar ou, no mínimo, deixar de ser chata pra comer e me abrir pra coisas novas. Fazer escolhas mais saudáveis mesmo. Nem toda refeição que eu for fazer precisa ser a melhor da vida, certo? E além disso, voltar a praticar exercícios com certa regularidade - o primeiro passo eu já dei!

Se eu prefiro comer cookies e pizza à fruta e salada? Com certeza. Se eu prefiro ficar em casa blogando e assistindo Netflix ao invés de ir pra academia andar na esteira e levantar pesos? Sem dúvidas. Mas eu preciso encontrar um equilíbrio, fazer um pouco de ambas as coisas. No começo é difícil até encontrar motivação... Mas acredito que quanto mais a a gente vê resultado, mais a gente quer continuar a fazer as coisas; e que temos que começar em algum lugar, fazendo alguma coisa. Then let's get moving!







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